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Falta investimento em sustentabilidade, aponta Ibre
Muitas empresas têm uma boa estratégia de sustentabilidade, porém, na realidade, observamos que muito pouco investimento é destinado para essa área. É o que afirma Marco Antônio Fujihara, Coordenador da Comissão de Sustentabilidade do Ibri (Instituto Brasileiro de Relação com Investidores), no evento “A comunicação e a Sustentabilidade no Mercado de Capitais”, promovido pelo próprio instituto, ontem (16/07), em São Paulo.
Dos diversos índices de sustentabilidade, dois foram especialmente citados seminário: o DJSI (Dow Jones Sustainability Indexes, da Dow Jones) e o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da Bovespa).
O Dow Jones existe desde 1999 e tem como parâmetro o que os economistas chamam de Triple Botton Line (TBL), ou seja, busca empresas que integrem os aspectos econômico, social e ambiental. De acordo com Antonio Jacinto Matias, Vice-presidente do Itaú – Banco brasileiro que, ao lado Bradesco, faz parte do DJSI – “fazem parte do grupo 318 empresas de 24 países, que usam a sustentabilidade corporativa como uma abordagem empresarial a fim de criar valor par aos investidores”.
Por sua vez, o ISE, criado em dezembro de 2005, é composto por 32 empresas. Apesar de ter sido formulado com base no conceito internacional TBL, o índice integra outros três indicadores: governança corporativa, características gerais e natureza do produto. Ricardo Pinto Nogueira, Diretor de Operações da Bovespa, explica que a avaliação do produto é um dos principais diferenciais do ISE. Isso porque, há uma discussão internacional se deve-se excluir, ou não, alguns setores da economia que geram produtos nocivos. “Escolhemos não excluir, mas essas empresas já começam a ser avaliadas com pontos negativos. Assim, elas têm que fazer um esforço extra para recuperar a desvantagem.”
Nogueira ainda tem orgulho de dizer que nenhuma das empresas que participa ou já participou do ISE, nunca esteve envolvida em nenhum escândalo de corrupção. “Nossa política de avaliação procura empresas equilibradas em todas as dimensões consideradas. Por isso elas tendem a ser éticas e não se envolverem em sujeira”, complementa ele.
Por fim, Fujihara, do Ibre, analisa que há uma demanda crescente da sociedade por informações transparentes a respeito de sustentabilidade. “Não há hoje um relatório no Brasil que estipule metas a serem cumpridas por um mesmo setor da economia”, diz ele, referindo-se ao relatório de sustentabilidade da ONG Global Reporting Initiative (GRI). “Além disso, as companhias precisam caminhar no sentido de unirem-se para estabelecer compromissos de longo prazo, e não somente para suprir demandas pontuais”, finaliza.
fonte:
Executivos Financeiros
Data: 17/07/2008
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