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Programa de Qualidade do Café avança na indústria

09/09/04
A indústria brasileira de café dá passos rápidos para adequar suas instalações e produção às exigências do novo Programa de Qualidade do Café (PQC). Até o final de agosto, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), já contabilizava 61 adesões de empresas, totalizando 101 marcas de café, que pleiteiam aderir ao programa.
O Instituto Tótum, empresa gerenciadora do programa, encaminhou às empresas interessadas questionários preliminares para conhecer o estágio atual da indústria. Depois de preenchidos esses questionários e tomadas as providências necessárias para o enquadramento às exigências do programa, 28 empresas já estão aptas a passar por auditorias e testes laboratoriais para obterem a certificação e o direito de utilizar o símbolo de qualidade na embalagem de suas marcas.
Os resultados estão sendo analisados para serem compilados no dia 22 de setembro quando a Comissão de Certificação do PQC fará a sua primeira reunião, na sede da ABIC. A partir daí, começam a ser emitidos a certificação das marcas e autorização para uso do novo símbolo de qualidade do café.
A ABIC não deixará de desenvolver o programa do Selo de Pureza que, desde 1989, vem garantindo ao consumidor um café livre de impurezas. O novo PQC é uma evolução do programa e objetiva melhorar a qualidade sensorial do produto criando um padrão mínimo para aquisição do grão verde, matéria-prima do café torrado e moído, acompanhado de auditorias nas indústrias e testes periódicos dos produtos em laboratórios.
As marcas de café certificadas modificarão as suas embalagens para incluir o símbolo de qualidade e preparar os seus produtos para o lançamento oficial do programa, em novembro deste ano, durante o 12º Encafé, encontro que será promovido pela ABIC, na Costa do Sauípe, Bahia.
A adesão ao PQC é voluntária e as empresas terão todo o apoio necessário para participar do programa. Entretanto, de acordo com o presidente da ABIC, Guivan Bueno, a indústria que aderir terá um diferencial para apresentar ao mercado, que é o atestado de qualidade de seu produto. O dirigente lembra que com a implantação do programa do Selo de Pureza, o consumo interno de café deu um grande salto. Até 1986, três anos antes do lançamento do programa, o Brasil consumia 6,7 milhões de sacas de café por ano. Este número mais do que dobrou a partir da década de 90. Atualmente o país já consome 14,04 milhões de sacas.
Com o PQC, a ABIC estima que o consumo interno se eleve para 16 milhões de sacas nos próximos dois anos. "Acreditamos que este novo modelo, que é inédito no mundo, vai refletir positivamente em todo o agronegócio café", afirma Bueno. Para ele, "as conseqüências imediatas, serão a satisfação dos consumidores, o aumento do consumo interno, a valorização do preço dos bons cafés ao produtor, a adequação do produto para ganhar os mercados externos e a redução do comércio de cafés baixos, defeituosos, adulterados e impuros, em toda a cadeia produtiva".
Clique aqui para mais informações sobre o Programa de Qualidade do Café (PQC).
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