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IBRAFE vai analisar amostras de feijão para avaliar qualidade em 2011
Apenas 23% das marcas de feijão vendidas em Curitiba empacotam o feijão tipo I, como descrito na embalagem. Este foi o resultado da pesquisa encomenda pelo Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), divulgado no dia 26 de novembro de 2010, durante o II Fórum Nacional e II Encontro Paranaense do Feijão. Das treze marcas pesquisadas, 11 estavam em desacordo com a legislação e apresentavam dados incorretos em suas embalagens.
Segundo o presidente do Conselho de Administração do Ibrafe, Marcelo Eduardo Luders, a pesquisa foi encomendada apenas em Curitiba, porque a capital já possui nos supermercados feijões certificados com o selo 100% Feijão, cujo regulamento exige uma análise periódica de amostras. As duas marcas aprovadas, já utilizam o selo de qualidade.
Outra pesquisa de qualidade está sendo desenvolvida pelo Instituto Totum, para confirmar os resultados obtidos pelo Ibrafe. Os laudos oficiais serão divulgados no início do mês de dezembro.
A pesquisa foi realizada em pela Empresa de Classificação dom Paraná (Claspar) em Novembro deste ano.
Alerta: falsa contaminação de feijões
O Instituto Brasileiro do Feijão tem recebido diversos e-mails de consumidores e jornalistas questionando sobre a veracidade da mensagem eletrônica, que circula na internet, cujo conteúdo informa sobre uma suposta infecção de feijões pelo protozoário Tripanosoma Cruzi (popularmente conhecido como Barbeiro), responsável pela contaminação com a doença de chagas.
O Instituto esclarece que as informações da mensagem não são verdadeiras. O inseto que aparece na foto do e-mail trata-se do Zabrotes Subfasciatus (conhecido pelas donas de casa como Caruncho). Os Carunchos podem ser encontrados nos mais diversos tipos de grãos (trigo, arroz, milho, soja, feijão e grão de bico, por exemplo) e em produtos industrializados (massas, rações e biscoitos), cuja armazenagem seja deficiente.
A existência de Carunchos no feijão diminui a qualidade comercial e nutritiva do grão, mas não oferece nenhum risco à saúde humana.
Assim, também, o Ibrafe esclarece que o Barbeiro, ao contrário do Caruncho, não se alimenta de feijão, nem vive em sacarias de grãos. O protozoário se alimenta exclusivamente de sangue, humano ou de animais.
Sobre os órgãos citados no texto, não existe registro em nenhum órgão público da existência da cooperativa Coovenf, bem como da universidade Uniups, citadas no e-mail.
O Ibrafe se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos pelo telefone (41) 3259-4433 ou pelo e-mail ibrafe@ibrafe.org.
FONTE:
Instituto Brasileiro do Feijão
Sindy Molina - Jornalista
Telefone: (41) 3259-4433
fonte: Ibrafe
Data: 29/11/10
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