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De olho na sustentabilidade
À frente da Comissão de Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), Marco Antonio Fujihara (foto) quer estimular as empresas a adotarem o conceito em seus negócios. "A idéia é divulgar a sustentabilidade. É uma questão de sobrevivência para as companhias, exigida tanto por consumidores quanto por investidores", afirma.
O primeiro passo de uma série de ações que ele pretende no futuro foi dado esta semana com o lançamento do Caderno de Sustentabilidade. Para Fujihara, o IBRI inova ao traduzir os conceitos para uma abordagem mais prática, que facilita o entendimento dos profissionais. O caderno busca apresentar como o profissional de Relações com Investidores deve entender as questões ligadas ao mercado de carbono.
- A idéia é justamente colocar foco nos mercados voluntários, ou seja, não tratamos apenas do mercado de Kyoto - ressalta.
Segundo ele, outros trabalhos no sentido de divulgar a sustentabilidade serão realizados, mas primeiro é preciso ver a aceitação do primeiro caderno.
- É preciso que sejam feitos no mercado eventos que levam o assunto à discussão - afirma.
A vida profissional do especialista em Sustentabilidade Empresarial, sempre esteve relacionada com o tema. Formado como engenheiro agrônomo, ele tem mais de 25 anos de experiência no setor florestal internacional e foi diretor de sustentabilidade da Pricewaterhousecoopers no Brasil. Atualmente, além de atuar no Ibri, é responsável pela Divisão Sustentabilitas do Instituto Totum. Fujihara foi pioneiro no Brasil na execução de Projetos de CDM (Clean Development Mechanism).
A cautela não pode ser perdida
Depois vários pregões consecutivos de alta, investidores podem acreditar que o pior já passou. Cuidado! É nessas horas que a cautela é perdida e uma coisa parece certa: a economia mundial permanece em crise e os indicadores econômicos tanto brasileiros quanto internacionais mostram que a recuperação ainda está longe. Os dados econômicos, tanto nos EUA como na Europa, têm vindo menos negativos, demonstrando uma desaceleração do ritmo de piora dos últimos meses.
No entanto, é preciso ter em mente que uma coisa é a economia parar de cair e ficar operando de lado, em nível baixo; outra coisa é acreditar em uma recuperação consistente, que começa a ser precificada pelos mercados. Do início do ano até agora, dos 77 pregões realizados na BM&FBovespa, 25 foram de alta e 52 de queda. Mesmo assim, a Bolsa está com 23% de alta no ano.
Não se pode esquecer que, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma retração de 1,3% para o PIB mundial. Evidência de que o cenário não mudou é o comportamento das empresas. As companhias exportadoras de commodities, como a Vale estão com dificuldades de estabelecer preço para os produtos. A Vale, por exemplo, decidiu esta semana passar a praticar desconto para manter as vendas e reduzir os estoques.
Na avaliação do Modal Asset, é extremamente prematuro comemorar qualquer recuperação da economia e dos mercados. A questão nevrálgica do risco de atividade mundial - a saúde do sistema financeiro - continua em xeque. O FMI estimou na semana passada em US$ 4 trilhões a perda dos bancos com crédito. Até agora, nem a metade deste valor foi provisionado no balanço dos bancos. Assim, considerar que um trimestre de resultados razoáveis dos bancos representa um sinal inquestionável de "fundo do poço", pode ser perigoso. "A questão da limpeza dos ativos tóxicos do balanço das instituições financeiras não tem ainda uma solução definitiva. A divulgação dos testes de estresse promovidos pelo governo norte-americano, a serem divulgados na primeira semana de maio, pode trazer uma luz mais clara sobre o futuro", diz o relatório do Modal.
Para analistas da Gradual Corretora, o cenário é de grande incerteza e mostra "perigos claros aos mercados". Entre os principais, podemos destacar a situação delicada do sistema financeiro nos países desenvolvidos, a possível quebra da General Motors e o nível da atividade econômica mundial. Se as ameaças se concretizarem em fatos, a realização de lucros será um fato. Segundo a corretora, mesmo diante do sentimento de que o pior já passou, operar no curto prazo é arriscado. A palavra, então, é prudência.
Copom causa divergências
O que esperar da próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)? Esta é a grande pergunta que analistas e investidores estão se fazendo no momento. A maioria aposta em uma redução do ritmo do afrouxamento monetário para 1 ponto percentual na taxa Selic, mas não há consenso. Existe uma parte do mercado que prevê um corte entre uma redução de 0,75 ponto ou 1,25. A decisão acontece na próxima quarta-feira.
Os dividendos vêm aí
As companhias abertas começam a divulgar a política de distribuição de dividendos. O Bradesco anunciou que irá distribuir em maio o valor de R$0,013219250 por ação ordinária e R$0,014541175 por ação preferencial. O pagamento será feito pelo valor declarado, não havendo retenção de Imposto de Renda na Fonte.
A CPFL Energia S.A. comunicou aos acionistas e ao mercado que o pagamento de dividendos referentes ao segundo semestre de 2008, no valor de R$ 1,262952547 por ação ordinária, já declarados em 18 de fevereiro de 2009, será efetuado em 30 de abril de 2009. Já a Confab aprovou pagamento de R$ 78 milhões a título de dividendos, correspondentes a R$ 0,21806 por ação, com inicio de pagamento no próximo dia 29.
A Cremer declarou o pagamento de dividendos relativos ao exercício de 2008, no valor de R$ 1,209 milhão, representando R$ 0,03816 por ação. O pagamento considerara a posição acionária do dia 23 de abril de 2009.
Mendes assume Amec
Walter Mendes foi eleito em Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária, como novo presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), entidade que atua na defesa dos direitos dos acionistas minoritários em companhias abertas. Mendes assume a presidência da entidade para o biênio 2009/2011 no próximo dia 30 e terá como vice-presidente da Associação, Régis Lemos de Abreu Filho. Ele substitui Luiz Fernando Figueiredo, que preside a entidade desde a fundação em junho de 2006. Figueiredo foi reconduzido para o mandado de 2007/2009, mas o estatuto da Associação proíbe a reeleição. Figueiredo permanece como diretor da Amec.
fonte: Monitor Mercantil
Data: 24/04/2009
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